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Wall Street recua com dois temores conhecidos do mercado no radar

Wall Street recua com dois temores conhecidos do mercado no radar
'Os índices de Wall Street iniciam outubro nesta quinta-feira (1º) em baixa, diante da pressão com a alta do petróleo, com o Brent acima de US$ 101, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, seguem nas máximas.

No começo do pregão, os índices ainda estavam mistos, devido ao impulso do segmento de tecnologia, com o rali da inteligência artificial (IA) ainda impulsionando o Nasdaq.

Confira o desempenho dos índices, por volta de 12h (horário de Brasília):

- S&P 500: -0,30%, aos 7.628,58 pontos;
- Dow Jones: -0,52%, aos 50.642,66 pontos;
- Nasdaq: -0,24%, aos 26.796,13 pontos.


O que mexe com Wall Street hoje?

O mercado começou outubro em alta, mesmo com a persistência de duas das maiores preocupações dos investidores: o petróleo e as taxas de juros.

O Treasury de 10 anos atingiu uma alta intradiária de 5,342%, alcançando seu nível mais alto desde 3 de abril de 2002, quando chegou a 5,379%. O rendimento dos títulos de 30 anos estava em 5,663% nesta manhã, também próximo a níveis não vistos em cerca de 24 anos.

Com a combinação de alta dos Treasuries e do petróleo, o mercado deve esperar um Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mais “hawkish”.

No entanto, o FedWatch, ferramenta do CME Group, aponta que a expectativa de alta nos juros foi adiada de outubro para dezembro após os dados de inflação mais fracos do que o esperado pelos investidores. Ainda assim, o relatório de empregos, o payroll, fica no radar de Wall Street.

Já nos destaques corporativos, a Micron divulgou resultados financeiros acima do esperado pelo mercado, com a receita quadruplicando no último trimestre.

No entanto, as ações não conseguiram acompanhar o ritmo de alta, apesar de já terem subido mais de 200% neste ano. Os papéis recuam mais de 2% no Nasdaq.

As ações de tecnologia lideraram o mercado em geral em setembro, com a maioria das ações do índice de referência em queda.

A Micron obtém margens de lucro de 87%, mas planeja aumentar o salário dos funcionários, o que tende a reduzir as margens em relação às expectativas do mercado.'



Por Anna Scabello



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