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Wall Street salta quase 3% com cessar-fogo no Oriente Médio

Wall Street salta quase 3% com cessar-fogo no Oriente Médio
'Os índices de Wall Street começam a sessão desta quarta-feira (8) com forte apetite ao risco em reação ao cessar-fogo temporário no Oriente Médio e tombo dos preços do petróleo.

Nos primeiros minutos de negociações, o índice Dow Jones subiu 1.300 pontos.

Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:

- Dow Jones: +2,81%, aos 47.893,23 pontos;
- S&P 500: +2,60%, aos 6.789,12 pontos;
- Nasdaq: +3,63%, aos 22.817,33 pontos.

O VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, despenca mais de 20%. Na abertura, o indicador registrava queda de 21,92%, aos 20,13 pontos. O número na faixa de 15 a 20 pontos indica um “ambiente normal” no mercado.


Cessar-fogo no Oriente Médio

Na noite de ontem (7), os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas, suspendendo uma guerra de seis semanas que matou milhares de pessoas.

“Concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas”, , disse o presidente norte-americano, Donald Trump, em um publicação na Truth Social. “Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela seja uma base viável para negociar.”

“Este será um CESSAR-FOGO de dupla face!”, Trump escreveu em sua plataforma Truth Social. “A razão para fazer isso é que já atingimos e excedemos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em relação a um acordo definitivo sobre a PAZ de longo prazo com o Irã e a PAZ no Oriente Médio”, acrescentou.

Duas autoridades da Casa Branca confirmaram que Israel também concordou com o cessar-fogo de duas semanas e com a suspensão de sua campanha de bombardeio contra o Irã.

Já nesta quarta-feira, Trump declarou que os EUA trabalharão em “estreita colaboração com o Irã”, que, segundo ele, passou por uma mudança de regime que será muito produtiva. Ele ainda disse que segue avaliando o alívio de tarifas e sanções com o país persa.

Em reação, os preços do petróleo despencam e aliviam os temores de um choque inflacionário persistente. Nesta manhã, por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho recuavam 0,45%, a US$ 109,27 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio tinham queda de 0,48%, a US$ 112,95 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

Com esse cenário, o mercado adiantou a precificação da retomada do início do afrouxamento monetário pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, os traders veem 54,8% de chance de o Fed cortar os juros a partir de junho do próximo ano.

Na véspera, a aposta estava dividida entre setembro e outubro de 2027.'



*Com informações de Reuters
Por Liliane de Lima



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